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quarta-feira, 13 de abril de 2011


"A educação da imaginação exige

a mudança de paradigma, ou seja,

o 'reencantamento' que levaria ao seu

devido lugar 'a dimensão simbólica'

como mediadora."


Paula Carvalho

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Poesia vai à Escola


No passado Sábado, dia 23, realizou-se na Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde, uma formação que tratou a poesia no contexto escolar.
O programa da formação teve como principais objectivos: definir a poesia, explicar o seu valor (lúdico/utilitarista e intrínseco), o lugar que ocupa no Currículo Nacional do Ensino Básico e no Programa de Língua Portuguesa do 1º Ciclo e na sala de aula e definir estratégias para ensinar a ler poesia.
Segundo Ruy Belo, " É preciso ensinar a poesia porque, embora como qualquer outra actividade, ela tenha aspectos inatos, é também uma coisa que se aprende".
Quero, desde já, deixar um agradecimento especial ao escritor João Manuel Ribeiro, o formador, que proporcionou a todas as pessoas que participaram na formação "A Poesia vai à Escola" um dia especial e, sobretudo, por ter explicado, de forma muito esclarecedora, o papel residual que a poesia deve ocupar na escola.

Deixo aqui um pouco do que foi "A Poesia vai à Escola":

Segundo Aristóteles, a poesia tem a função de despertar emoções.

Estudos empíricos mostram que a poesia melhora o ambiente de sala de aula porque estuda valores.

Em qualquer disciplina podemos ensinar a poesia.

A poesia é um texto aberto que faz a criança pensar porque diz muito mais do que lá está escrito.
A poesia educa a sensiblidade e o gosto e é uma forma de expressão que apela simultaneamente às dimensões cognitiva, emotiva e sensorial. (Neves)

Segundo Fernando Azevedo, a poesia é muitas vezes entendida como mera actividade museológica.

A poesia não se ensina, mostra-se.
A sua leitura deve fazer-se em voz alta, porque todas aquelas palavras aguardam uma voz para tomarem forma e figura. (Eugénio de Andrade)

Poesia é quando uma emoção encontrou o seu pensamento e o pensamento encontrou as palavras.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Carta de um filho estudante


Coimbra, 29 de Julho 1858.

Minha querida Mamã,Depois de tantos trabalhos e sustos chegou finalmente o dia, em que
dando um suspiro

de alívio pude descansar sem cuidados; e por isso é que lhe escrevo debaixo da

agradável impressão de ter feito os exames e de me achar habilitado com os exames de
Instrução Primária, Francês, Latim, Lógica, Retórica, História e Geografia, Geometria, e
Introdução aos três Reinos da Natureza, e apto para me matricular em qualquer
Faculdade, a qual será a que o Papá e a Mamã escolherem.

Estou pois muito contente, não só pelo facto em si, como também pela alegria que com

isso terão todos os que por mim se interessam; e muito aliviado pois o fim do ano é o

maior Cabrion(1) que um pobre Estudante pode ter.

Agora pois estou em Férias, e espero passá-las descansado, e lendo algum livro que

possa instruir-me, sem contudo ter o peso da Ciência: agora que lancei a Ciência nas

certidões, posso-me entregar um pouco aos meus passatempos favoritos de Literatura e

Poesia: são estes os meus divertimentos nesta terra, e confesso que tem para mim

milhares de atractivos, e que os prefiro a todos os outros.

Agora estou eu fazendo uma pequena tradução em verso, e estando pronta lha

mandarei, visto que a Mamã tem a suma bondade de ler as minhas modestas rabiscas.Não sei
se passarei aqui as férias: eu desejava ir uns 15 dias à Figueira, tomar banhos e

passear, pois esta vida de Estudante não é só monótona e incómoda, mas também

pode fazer mal sendo contínua: por isso mesmo é que se fizeram as férias, tempo de

descanso: além disso o meu estado de saúde pede esta pequena viagem: não que eu

tenha doença alguma grave, mas ando sempre com pequenos achaques tais como dor

de cabeça, febre, constipação, etc. Já vê a Mamã que preciso espairecer, e mesmo os

ares do mar fazem-me iludir um pouco, e transportam-me pelo pensamento aos belos e

saudosos tempos que aí passei. Quem me dera já o ano que vem, para lá ir, como o

Papá me prometeu: enfim, será quando Deus quiser!

Também lhe quero pedir um favor – Daqui até Novembro, tempo em que começam as

aulas, precisava ler alguns livros de Literatura filosófica, para não ir para a Universidade

com os olhos fechados sobre este ramo das Letras, que é necessário pela relação

íntima que tem com todos os outros: precisava pois comprar esses Livros, e é o favor

que lhe peço, o pedir ao Papá que me mande dinheiro para eles, que, para os que por

ora preciso, não será necessário mais que 5 ou 6 mil réis. Isto devia eu ter pedido

directamente ao Papá, mas não sei que acanhamento me deu, que tenho vergonha de

lho pedir, enquanto que à Mamã lho peço com mais confiança.

Peço-lhe me recomende muito a todos; Manas(2), André(3), Prima Anica(4) e Beza(5): a

esta última peço lhe dê um abraço da minha parte.~

Adeus minha querida Mamã

deite a sua bênção ao seu

Filho muito obediente e amigo

Antero


(Carta de Antero a sua mãe que saíu na Prova de Acesso ao Mestrado 20/09/2010)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A maior flor do mundo

Baseado no livro "A maior flor do Mundo" de José Saramago.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sexualidade e educação para a felicidade




Decorreu nos passados dias 6 e 7, na Faculdade de Filosofia de Braga, o II Congresso Internacional de Pedagogia Sexualidade e educação para a felicidade.
Numa altura em que se fala muito de Educação Sexual nas escolas, torna-se relevante que se trate das questões da sexualidade humana.
Deixo-vos aqui neste espaço um apanhado de frases soltas ditas por pessoas conceituadas neste ramo, espero que apreciem e reflictam neste sentido:


Os portugueses são dramaticamente infelizes.
As paixões têm o prazo de validade dos antibióticos.
Não deviamos casar com o primeiro namorado. Errar é aprender.
A fidelidade ainda é o que era, nunca existiu.
Devia ser proibido casar para sempre, todas as relações morrem.
O grande desafio na vida é sabermos quem temos ao lado.
Eduardo Sá


A Bíblia aproxima-se da poesia erótica, com diferentes dimensões.
José Tolentino Mendonça


A felicidade não existe. Existem momentos felizes.
Júlio Machado Vaz


A grande inteligência humana é a inteligência ética.
José António Marina


O desejo é uma corrente energética que impulsiona o ser humano.
José Manuel Lopes


A felicidade é a administração inteligente do desejo.
O homem sábio é aquele que trata a todos com amor.
A aspiração da felicidade é um ambiente natural da condição humana.
Quando uma pessoa entrega o seu corpo, não entrega só os genitais mas toda a sua componente psicológica.
Enrique Rojas


O sexo tornou-se refém do erotismo.
A erótica passa pela ética e a ética passa pela erótica.
Nilo Ribeiro Júnior SJ