terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Poesia vai à Escola


No passado Sábado, dia 23, realizou-se na Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde, uma formação que tratou a poesia no contexto escolar.
O programa da formação teve como principais objectivos: definir a poesia, explicar o seu valor (lúdico/utilitarista e intrínseco), o lugar que ocupa no Currículo Nacional do Ensino Básico e no Programa de Língua Portuguesa do 1º Ciclo e na sala de aula e definir estratégias para ensinar a ler poesia.
Segundo Ruy Belo, " É preciso ensinar a poesia porque, embora como qualquer outra actividade, ela tenha aspectos inatos, é também uma coisa que se aprende".
Quero, desde já, deixar um agradecimento especial ao escritor João Manuel Ribeiro, o formador, que proporcionou a todas as pessoas que participaram na formação "A Poesia vai à Escola" um dia especial e, sobretudo, por ter explicado, de forma muito esclarecedora, o papel residual que a poesia deve ocupar na escola.

Deixo aqui um pouco do que foi "A Poesia vai à Escola":

Segundo Aristóteles, a poesia tem a função de despertar emoções.

Estudos empíricos mostram que a poesia melhora o ambiente de sala de aula porque estuda valores.

Em qualquer disciplina podemos ensinar a poesia.

A poesia é um texto aberto que faz a criança pensar porque diz muito mais do que lá está escrito.
A poesia educa a sensiblidade e o gosto e é uma forma de expressão que apela simultaneamente às dimensões cognitiva, emotiva e sensorial. (Neves)

Segundo Fernando Azevedo, a poesia é muitas vezes entendida como mera actividade museológica.

A poesia não se ensina, mostra-se.
A sua leitura deve fazer-se em voz alta, porque todas aquelas palavras aguardam uma voz para tomarem forma e figura. (Eugénio de Andrade)

Poesia é quando uma emoção encontrou o seu pensamento e o pensamento encontrou as palavras.

domingo, 24 de outubro de 2010

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Barca Bela de Almeida Garrett (Folhas Caídas)
por Teresa Silva Carvalho